sábado, 20 de março de 2010

Névoas

Minha infância perdida
por entre risos e ais
caminhos cruéis da vida
que torturam minhas lembranças
onde andarão meus pais?

Entre névoas do passado
uma figura chorosa e triste
naquele pátio tão grande
gritante de solidão
nos olhos um imenso vazio
carência de amor no afago das mãos
pra onde foste, minha mãe?

A figura foi s’embora de repente
para os pátios do infinito
meu pai? perdido entre tanta gente
te procuro, não te encontro
não te reconheço mais?
que foi feito de meu pai?

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